Godus: nosso primeiro bad review

Bom dia, amigos.

Hoje, começando o mês de Fevereiro de 2018, resolvemos publicar um review que a gente sente que deve aos nossos leitores. Apesar de termos feitos algumas críticas em outros reviews, a verdade é que os elogios e a empolgação muitas vezes deram o tom da conversa. Mas não porque tenhamos exagerado nas qualidades, mas porque escolhemos games que adoramos jogar por – justamente – considerarmos ótimos.

No entanto, fugindo um pouco desse caminho de boas críticas, precisamos, infelizmente, dar uma agitada em nossa praça de sonhos. Nem sempre tudo é o que parece. Alguns RPGs parecem bons, mas na hora do jogo não são. Alguns boardgames prometem diversão ilimitada e não saem da repetição. O mesmo acontece com jogos de computador e celular. Por isso, a bola da vez é o Godus.

Lançado em 2016, pela 22Cans, o game Godus tinha tudo para ser a renovação do clássico Populous, que décadas atrás mudou a forma de se encarar games de estratégia, criando um subgênero novo e entrando para o disputadíssimo Hall da Fama dos jogos eletrônicos.

No entanto, pouco tempo após figurar no Acesso Antecipado da plataforma Steam, o jogo começou a enfrentar uma série de reveses. Reveses que partiam tanto de decisões de desenvolvimento como – pasmem – decisões corporativos.

Godus e sua mecânica debilitada

Apesar de ter sido lançado com uma qualidade gráfica muito legal e prometer uma mistura de estratégia, simulação e city building, o jogo da 22Cans, não entregou quase nada. O modo de moldar o terreno do jogo e as construções das cidades ficaram muito bons, mas tudo parou aí. Em seguida, sem muita dinâmica, o game começa a ficar muito repetitivo. Algumas funcionalidades mal se sustentam e até mesmo não têm lógica alguma dentro do jogo, aliás, dentro do que o jogo prometeu.

Mas a tragédia maior por trás de Godus não foi – sozinha – a sequência de erros em cumprir o que o jogo prometera, ou em, pelo menos, dar mais dinâmica ao que se pretendia. A tragédia maior da Godus foi o fato de ter sido – enquanto game de computador (mais robusto, mais complexo, etc.) – simplesmente abandonado pelos desenvolvedores.

O aplicativo Godus e a morte de uma comunidade

Num belo dia, a mensagem que chega à Steam avisa: o jogo Godus está parado – sem ideia de prazos para ser terminado – porque um de seus desenvolvedores principais abandonou o projeto e não havia mais, portanto, quem assumisse o processo. Mensagem tão direta quanto assustadora.

Depois de meses e meses prometendo, simplesmente abandonaram o game para Steam, para computadores. A ideia “genial” foi transforma-lo em mais um Click Resource para smartphones. Sabe aquele tipo de jogo em que você fica esperando e clicando em construções para apanhar recursos? Aquele que tem milhares de jogos idênticos? Pois é.

Sinceramente, em AllPlayers, pouco temos contra alguns jogos que seguem essa linha casual repetitiva e monótona. Se há público que goste, respeitamos. O problema, porém, nada tem a ver com o gênero para o qual o jogo foi transportado. O problema é que uma comunidade grande de players foi simplesmente ignorada (para não dizer que fora enganada). A 22Cans migrou o jogo e largou o público que o financiou.

AVALIAÇÃO

Por isso, mesmo respeitando quem goste e até um possível sucesso que o game venha fazendo nas plataformas mobile, o game recebe AVALIAÇÃO NEGATIVA de nossa equipe pela falta de respeito com o público, com o mercado e com este delicioso hobby que é jogar.

Editor de AllPlayers

Jornalista apaixonado por jogos de todo e qualquer tipo, de boardgames e rpg a jogos de computador e tudo mais.